Pesquisar neste blogue

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Reactivação das Brigadas, Restruturação da PSP e GNR em Lisboa e Porto

O ministro da Administração Interna disse hoje que «foi um erro» terminar com a Brigada Fiscal e garantiu que a «restruturação das forças policiais» em curso permitirá «maior capacidade operacional» reafirmando também o «regresso» da Brigada de Trânsito.

À margem de uma acção de lançamento do programa 'Semear Cidadania', do Sporting Club de Braga, Miguel Macedo afirmou ainda que a lógica que guia a restruturação de esquadras em Lisboa e Porto não é a «poupança» mas sim a «racionalização».

Segundo o ministro haverá «maior capacidade operacional da GNR» com a restruturação que está a ser elaborada, adiantando que «no imediato» haverá mais «600 elementos na actividade operacional».

Miguel Macedo explicou que esta reforma irá clarificar espaços de actuação e aprofundar os princípios de especialização e intervenção de cada uma das forças de segurança.

Além disso, apontou, estas alterações vão «projectar, em termos operacionais, mais gente para as missões principais de proximidade, visibilidade e prevenção da criminalidade».

Sobre as alterações na GNR, Miguel Macedo considerou que «foi um erro acabar com a Brigada Fiscal» porque, explicou, «diminuiu a capacidade de fiscalidade no domínio fiscal e no domínio aduaneiro sendo que com isso perdeu o país».

Como exemplo, o ministro apontou a fiscalização do pagamento do IVA, realçando que «em termos de autos levantados e coimas» houve uma diminuição «ao longo destes quatro anos à volta dos 55 por cento».

Refutando a ideia de um «regresso ao passado» com a volta de uma Brigada de Transito, Miguel Macedo justificou este «regresso» com a necessidade de «unidade de comando, doutrina e procedimentos».

Explicando que se mantêm «competências de trânsito nos comandos territoriais», Macedo explanou que «é preciso saber qual é o espaço de fiscalização da GNR, designadamente no que tem a ver com os IC e os IP, espaços de conflito com outras forças de segurança».

Quanto ao encerramento de esquadras em Lisboa e no Porto, Macedo garantiu que a lógica não é a da «poupança» mas sim «racionalizar».

«Uma esquadra em funcionamento tem 14 elementos da PSP que não fazem mais nada do que estar dentro da esquadra. Em Lisboa e Porto temos esquadras a 500 metros umas das outras, é isto que é preciso racionalizar», explanou.

Lusa/SOL
 http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=48042